Bill Clinton é um político carismático e com grande poder de síntese e persuasão. Teria dito na convenção dos democratas da última semana o seguinte: "A eleição é simples: Se vocês acreditam num modelo de sociedade na qual cada um se vira por si para alcançarem o melhor, votem no candidato republicano. Se quiserem modelo de sociedade na qual as pessoas se unam para alcançar o melhor, votem no democrata." Foi muito aplaudido.É realmente um dilema seguir um caminho individualista ou um coletivista?Para a Comunicação Humana Interativa, não. São os indivíduos em sua livre iniciativa, ao interagirem entre si que constroem um coletivo que lhes seja coerente. A livre iniciativa sem cooperação e colaboração entre as pessoas implica em um estado autoritário e policialesco. Não admira que uma grande parte da cultura americana clássica ela de mocinhos impondo a lei para proteger o povo a desenvolver seu trabalho. É a cultura dos vencedores e perdedores, como se a vida social fosse uma gincana mediada por um juiz. De outro lado, um estado excessivamente centralizado que se impõe e não é construído e reconstruído pela interação continuada das pessoas leva à acomodação, à burocracia e à corrupção. Fica lento, pouco criativo e desestimula a iniciativa não só de indivíduos como também de pequenos grupos.Na comunicação interativa aprendemos que eu, tu, nós vocês e eles não são apenas figuras de linguagem. Estes termos operam relações humanas de diferentes dimensões que não podem ser dissociadas e antagonizadas entre si, pois assim a comunicação humana perde o sentido maior que é o da oferecer possibilidades de interação.A comunicação interativa desafia as pessoas a serem singulares no plural. Desafia a formação de pequenos grupos descentralizados interagindo com outros e constituindo grupos cada vez mais inclusivos sem perder sua exclusividade original.Existe uma descentralização com centralização. Não são antagônicas desde que partes e todo sejam interativos. São movimentos, ciclos de uma pulsação relacional.Não aprendemos a nos comunicar e interagir com Si mesmo e com as pessoas de forma individualista e nem de forma coletivista. Todos os estudos indicam a necessidade de uma interdependência cíclica entre ambos. Os modelos de funcionamento orgânico e das interações entre os elementos da natureza também têm se mostrado cíclicos. Por exemplo, nem o cérebro "governa" o "resto" do organismo. Ele depende do funcionamento não cerebral para ter sentido. Interdependem-se.Quer aprender como acontecem interações humanas? Preste atenção ao que é conversar e conviver em diferentes dimensões da sua vida e participe dos grupos de aprendizagem interativa do Neurocom.
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O leitor precisa dar-se conta que não somos a única espécie de seres vivos que estabelece redes de comunicação, usa algum tipo de linguagem...
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