SEM INTERAÇÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO

By | 10.9.13 Deixe um comentário
Compartilho um apêndice do meu livro, "Decifrando a Comunicação. A minha, a sua e a nossa":

"Clamar por mudanças das velhas instituições não significa que sabemos o que fazer no lugar delas. O que aprendemos com a “velha” história é que mudanças com alta capacidade interativa perdem sua energia quando as relações se tornam muito complexas e passam a demandar normatizações. E das normatizações nascem novas instituições, novas burocracias e tudo o mais. E a história se repete. Não há formulas prontas. O processo de construção passa pela interação entre pessoas em pequenos grupos, como foi criada a democracia nas cidades (Pólis) gregas: dialogando. E depois em grupos maiores e mais inclusivos. Conservando a vitalidade das interações locais. Sem isso, nada poderá ser construído e tudo pode ser criticado."



O nosso cérebro humano é relacional, dialógico e aponta para um cérebro "comum" que não se reduz a cada um dos nossos cérebros individuais. Se as pessoas se detiverem estudando uma a um ou em geral um cérebro abstrato (estatístico) não interativo, é bem provável que não chegaremos a essa percepção de nossa neurologia com uma rede relacional. 

Sergio Spritzer
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