Compartilho um apêndice do meu livro, "Decifrando
a Comunicação. A minha, a sua e a nossa":
"Clamar por mudanças das velhas
instituições não significa que sabemos o que fazer no lugar delas. O que
aprendemos com a “velha” história é que mudanças com alta capacidade interativa
perdem sua energia quando as relações se tornam muito complexas e passam a
demandar normatizações. E das normatizações nascem novas instituições, novas
burocracias e tudo o mais. E a história se repete. Não há formulas
prontas. O processo de construção passa pela interação entre pessoas em
pequenos grupos, como foi criada a democracia nas cidades (Pólis) gregas:
dialogando. E depois em grupos maiores e mais inclusivos. Conservando a
vitalidade das interações locais. Sem isso, nada poderá ser construído e
tudo pode ser criticado."
O nosso cérebro humano é
relacional, dialógico e aponta para um cérebro "comum"
que não se reduz a cada um dos nossos cérebros individuais. Se as
pessoas se detiverem estudando uma a um ou em geral
um cérebro abstrato (estatístico) não interativo, é bem provável que
não chegaremos a essa percepção de nossa neurologia com uma rede
relacional.
Sergio Spritzer

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