O Dia em que o Google Conversar
Sergio Spritzer
Todos querem poder interagir com as mesmas oportunidades ajustando seus interesses individuais em uma forma coletiva. Entretanto o momento atual ainda é de uma confusão e um antagonismo entre o individual e o coletivo. O coletivo é pesquisado como um dado quantitativo (estatístico) e cada indivíduo servindo de base para a construção estatística do coletivo. Dessa forma o individual é uma peça do coletivo e vice versa, não tendo qualidades próprias. Sem qualidades próprias nos tornamos estatísticas passivas de nós mesmos.
Observamos uma luta do indivíduo para destacar-se do coletivo e uma reação do coletivo para "reabsorver" o individuo.
Não é assim que funcionam as relações criativas entre partes e todo. Falta compreender como o individuo "conversa" com o coletivo, sem se reduzir a uma unidade estatisticamente padronizada desse coletivo.
Um exemplo típico é o da busca de informações pelo Google e na indicação de "amigos" em sites de relacionamento: eles até nos oferecem uma busca baseada em nosso histórico de buscas. Mas não conversam com a gente a respeito de nossas buscas, nem examinam nossas conversas com quem buscamos.
O desafio é saber desse jogo de interações chamado conversa: o que cada um quer com ela em relação a cada outro?
Falar em massa e responder em massa não é conversação.
Você ainda pratica a conversação para definir o que quer como quer, com quem e aonde quer viver e fazer as coisas? Pense nisso.
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