Mesmo
nos tempos dos reis sempre existiram figuras como a do bobo da corte,
representando nosso lado brincalhão, avesso as normas estabelecidas, a
dimensão de filósofo ou sábio ou por vezes também feiticeiro e futurólogo,
vivendo num mundo misterioso, em paralelo com a sociedade e também o artista,
que procura traduzir os anseios de diferentes comunidades dessa cultura em uma
forma esteticamente interessante e capaz de chamar a atenção das pessoas sobre
elas sem que elas precisem explicar-se a todo momento.
Essas
categorias equilibram os excessos de instrumentalismo, centração hiperburocrática
em tarefas e metas linearmente prescritas. Representam nossas dimensões séria, brincalhona e
reflexiva e a trágica: essa, tão alinhada com a dimensão séria...
Todas
são importantes ainda que a séria se ache mais que as outras. Como na fabula da
cigarra e da formiga, a formiga no inverno com todas as provisões possíveis
ficaria solitária sem a presença animada da cigarra, essa festeira e palhaça.
Quando tiver um
problema muito sério para resolver a dimensão trágica vem com a maior
naturalidade. Não a espante. Apenas solicite que ela espere as demais: a
dimensão brincalhona, principalmente. Com uma vivencia lúdica do que está
acontecendo você tem muito mais chance de redefinir o problema de forma menos
trágica do que parece. E isso é uma aprendizagem que a dimensão reflexiva, a
ultima a ser convidada, terá a missão de lhe oferecer.
Em resumo: se
estiver muito sério, brinque mais e acabará compreendendo melhor.
Brincar é o que as
crianças mais fazem. E sabem intuitivamente como isso é a melhor estratégia de
aprendizagem para elas: como são dependentes e frágeis; faça de conta, imagine
e experimente ludicamente. Então suas forças crescem de forma surpreendente.
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