A DIMENSÃO SÉRIA, FESTEIRA, BRINCALHONA E TRÁGICA DE NOSSAS VIDAS

By | 13.9.13 Deixe um comentário
Mesmo nos tempos dos reis sempre existiram figuras como a do bobo da corte, representando nosso lado brincalhão, avesso as normas estabelecidas, a dimensão de filósofo ou sábio ou por vezes também feiticeiro e futurólogo, vivendo num mundo misterioso, em paralelo com a sociedade e também o artista, que procura traduzir os anseios de diferentes comunidades dessa cultura em uma forma  esteticamente interessante e capaz de chamar a atenção das pessoas sobre elas sem que elas precisem explicar-se a todo momento.
Essas categorias equilibram os excessos de instrumentalismo, centração hiperburocrática em tarefas e metas linearmente prescritas.  Representam nossas dimensões séria, brincalhona e reflexiva e a trágica: essa, tão alinhada com a dimensão séria...
Todas são importantes ainda que a séria se ache mais que as outras. Como na fabula da cigarra e da formiga, a formiga no inverno com todas as provisões possíveis ficaria solitária sem a presença animada da cigarra, essa festeira e palhaça.
Quando tiver um problema muito sério para resolver a dimensão trágica vem com a maior naturalidade. Não a espante. Apenas solicite que ela espere as demais: a dimensão brincalhona, principalmente. Com uma vivencia lúdica do que está acontecendo você tem muito mais chance de redefinir o problema de forma menos trágica do que parece. E isso é uma aprendizagem que a dimensão reflexiva, a ultima a ser convidada, terá a missão de lhe oferecer.
Em resumo: se estiver muito sério, brinque mais e acabará compreendendo melhor.
Brincar é o que as crianças mais fazem. E sabem intuitivamente como isso é a melhor estratégia de aprendizagem para elas: como são dependentes e frágeis; faça de conta, imagine e experimente ludicamente. Então suas forças crescem de forma surpreendente.
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