Como você tem lidado com a sua comunicação e a dos outros?
Não precisa ser “profissional” de comunicação humana para cuidar da sua comunicação. Agora, sendo esse seu “business”, a constituição de redes de interação com seus pares ( e mesmo os ímpares) é urgente.
Não é suficiente apenas ter um “supervisor”; nem mesmo um “inter-visor”. Ir aos congressos para ficar assistindo também não resolve. Ir para apresentar trabalhos em 15 minutos é uma situação complicada. Também não resolve. Uma dinâmica de grupos é interessante, mas é a criação de redes de trabalho e capacitação.
É intrigante: A maior parte das pessoas que lidam com pessoas como atividade fim não tem redes de interação para examinar entre si o seu trabalho. O mais comum é “resolver” isso privadamente. Isoladamente ou com uma única pessoa, que guardará sigilo a seu respeito. Como se soubesse tudo ou, se não sabe, “lava-se a roupa suja em casa”. Em sigilo. A questão é que não se trata de examinar “erros e acertos” da prática de cada um e sim de poder intercambiar experiências de interesse comum.
Experimente convidar um expoente do campo de atendimento a pessoas para entrar em uma rede de interações com você e mais alguns, intercambiando suas experiências ativamente , de igual para igual. Será que aceitarão com facilidade compartilhar suas experiências? Mesmo pagando bem? Veja bem que proposta é essa: não é dar um curso e sim compartilhar experiências em rede interativas.
Alguém me respondeu: alguém que sabe muito não vai “entregar” seu conhecimento assim “na moleza” para os demais. Vai preferir fazer livros, dar cursos para auditórios lotados, fazer vídeos e assim por diante. Não se trata de entregar e sim compartilhar. Cobre o quanto acha e compartilhe. Dar cursos não é compartilhar. Compartilhar é trabalhar juntos. Examinar juntos os trabalhos uns dos outros cooperativamente. E depois ensinar isso – trabalhar cooperativamente- aos outros. Em redes.
E isso dá dinheiro?
Pois trabalhar em redes co-ativas é um “mercado” que só agora começa a ser explorado. E é fracamente demandante. Empresas tendem a pagar o que pode e não podem para se reconstituírem em redes de gente que se pensa e se pensando, se fazem. São as “organizações que aprendem” desde Peter Senge, entre outros.
As pessoas já estão cansando de pagar o mico de fazer cursos de capacitação sem maior sustentação prática. E depois passar o mico adiante para seus clientes. Se não tem competência, só no marketing não há sustentação. O que falta é obvio: saber trabalhar em redes. Acabou o tempo do herói solitário.
A proposta é a seguinte:
Procure alguém mais experiente e convide uns poucos amigos ou colegas e daí nasce um grupo. Um pequeno e discreto grupo dentro do qual você se sente a vontade para tratar bem da sua experiência e expandi-la com a dos outros. Sem máscaras. Convide pessoas que você respeita e que te respeitem. Quem você confia e que confiam em você. Pronto. Está dado o inicio. Se o intercâmbio entre vocês produzir uma ”inter-in-dependência”, estarão em rede.

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